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Latinas vertem em Colóquio de Casa suas vivências norte-americanas

Havana, 14 jul (Prensa Latina/ACN) Dolorosas e enriquecedoras experiências como escritoras latino-americanas em Nova York ofereceram as participantes que abriram hoje as sessões do I Colóquio internacional Identidades culturais e presença latina nos Estados Unidos.


Cuban News Agency

 



Com tom poético que caracteriza os artistas marcados pelo exílio, a nostalgia por sua pátria e as lembranças pessoais enfatizaram, suas intervenções Yrene Santos, Juana Ramos e Margarita Drago, do York Collage da City University of New York, para quem escrever em espanhol é sinónimo de sentimentos.

É o caso da dominicana Santos, sua obra poética está signada por uma história pessoal, enriquecida pela diversidade cultural que lhe oferece viver em uma cidade cosmopolita, onde decorre grande parte de sua vida e primeiras aproximações à arte de escrever.

Durante sua intervenção, ofereceu detalhes sobre a tertúlia dominicana de escritoras, um projeto criado em 1994 na cidade nova-iorquina para canalizar as inquietudes criativas e formativas das mulheres latinas com uma particular inclinação pela literatura.

Ramos, uma salvadorenha marcada pelo exílio político de sua família, disse que sua inquietude nasceu da necessidade de refletir sobre o passado e o presente de seu país e América Latina, na sociedade que lhe tocou viver, mas que não sente como seu lar.

Confessou que sua viagem à Cuba para assistir a este Colóquio é um sonho feito realidade que lhe chegou através de seu conterrâneo, o poeta Roque Dalton, para quem a ilha foi sua segunda pátria.

Ramos agregou que o desterro, ao a distanciar, lhe permitiu conhecer melhor a história de seu país; em tanto, a nostalgia, o desamparo e o desarraigo marcam sua obra, em cuja fase criativa não há cabida para o inglês porque é sua maneira de resistência ante um país que deixou uma amarga impressão no destino de El Salvador "e porque em espanhol encontro meu lar".

Drago, escritora argentina que emigrou aos Estados Unidos em 1980 depois de sair do cárcere por suas ideias políticas, agradeceu a Casa das Américas a oportunidade de diálogo, e reconheceu o papel dessa instituição como promotora cultural.

Professora de língua espanhola, literatura e educação bilíngue em York Collage, assegurou que apesar de viver e escrever em Nova York, sua mirada sempre está posta no sul, e a estância de 36 anos ali lhe serviu para enriquecer seus horizontes.

O programa matutino do Colóquio também incluiu um painel sobre o trabalho de Latino Artists Round Table e o editorial Sino na produção e divulgação da cultura dos latinos nessa nação nortenha.

 

  

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