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Pentágono emite relatório absurdo sobre situação de presos na Base de Guantánamo

HAVANA, Cuba, 27 fev (ACN) O Pentágono emitiu a começos desta semana um absurdo relatório em que assegura que os presos ilegalmente detidos na Base Naval de Guantánamo, que os E.U. mantêm na porção oriental de Cuba contra a vontade do povo e o governo do país, são tratados de forma ‘humana’.


Cuban News Agency

 

O documento, redigido pelo almirante Patrick Walsh, repete o que foi afirmado na passada sexta-feira (20) por fontes governamentais: a política da prisão está em consonância com a Convenção de Genebra, embora se recomende, em certas áreas de alta segurança “mais socialização [pois] é essencial para manter um tratamento humanitário”, informou o jornal cubano Granma em edição recente.


O referido relatório afirma: “em nossa opinião, a chave para a socialização é proporcionar mais contato cara-a-cara, oportunidades de lazer entre os detidos, estímulo intelectual e auspiciar grupos de oração”.


A revisão foi encomendada ao Departamento da Defesa dos E.U. pelo presidente Barack Obama, no âmbito do seu decreto de fechamento da prisão no prazo de um ano.

 

Um passo em frente para alcançá-lo, disse a agência governamental, foi a recente visita do Secretário de Estado dos E.U. Eric Holder, que recebeu informações sobre a situação dos presos.


Contudo, o prisioneiro britânico de origem etíope Binyam Mohamed, liberado na segunda e que hoje reside em Londres, acusou, mais uma vez, os serviços de inteligência da Grã-Bretanha de realizar torturas, informou a DPA.


Mohamed, que esteve preso durante quatro anos, nasceu na Etiópia e vive no Reino Unido. Ele foi detido no Paquistão em 2002 por suspeitas de terrorismo. Seu advogado estabeleceu um demanda para desclassificar documentos secretos, que poderiam demonstrar a participação britânica nesse processo de detenções arbitrárias.

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