O documento, redigido pelo almirante
Patrick Walsh, repete o
que foi afirmado na passada sexta-feira (20) por fontes
governamentais: a política da prisão está em consonância com
a Convenção de Genebra, embora se recomende, em certas áreas
de alta segurança “mais socialização [pois] é essencial para
manter um tratamento humanitário”, informou o jornal cubano
Granma em edição recente.
O referido relatório afirma: “em nossa opinião, a chave para
a socialização é proporcionar mais contato
cara-a-cara, oportunidades de
lazer entre os detidos, estímulo intelectual e auspiciar
grupos de oração”.
A revisão foi encomendada ao Departamento da Defesa dos E.U.
pelo presidente Barack
Obama, no âmbito do seu decreto
de fechamento da prisão no prazo de um ano.
Um passo em frente para alcançá-lo, disse a agência
governamental, foi a recente visita do Secretário de Estado
dos E.U. Eric Holder, que
recebeu informações sobre a situação dos presos.
Contudo, o prisioneiro britânico de origem etíope
Binyam Mohamed, liberado na
segunda e que hoje reside em Londres, acusou, mais uma vez,
os serviços de inteligência da Grã-Bretanha de realizar
torturas, informou a DPA.
Mohamed, que esteve preso durante quatro anos, nasceu na
Etiópia e vive no Reino Unido. Ele foi detido no Paquistão
em 2002 por suspeitas de terrorismo. Seu advogado
estabeleceu um demanda para desclassificar documentos
secretos, que poderiam demonstrar a participação britânica
nesse processo de detenções arbitrárias.